A contratação de mais imóveis é parte da ampliação do programa, que passou a financiar propriedades para famílias com rendimento de até R$ 12 mil por mês
Jader Filho, ministro das Cidades, afirmou em evento recente que o programa Minha Casa Minha Vida, maior financiador de imóveis do Brasil, deverá contratar um milhão de imóveis em 2026 e mais um milhão em 2027. Ao total, serão três milhões de imóveis financiados no triênio 2023-2026, anos correspondentes ao terceiro mandato do presidente Lula.
O ministro relacionou o avanço, em partes, à ampliação do programa, que agora financia imóveis para famílias com rendimentos mensais de até R$ 12 mil por mês. Atualmente, o programa é responsável por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários do país. Jader Filho também destacou que o MCMV é o programa mais bem avaliado do governo, atendendo não só à baixa renda, mas a classe média também, gerando muitos empregos.
Outro fator que permite o ritmo de lançamento de imóveis no Minha Casa Minha Vida é a atual capacidade financeira do FGTS, principal fonte de recursos do programa. Entretanto, o ministro descartou a possibilidade de novas reduções nas taxas de juros oferecidas, afirmando que já estão no menor nível já oferecido.
Por fim, com a taxa básica de juros em 15% ao ano e em trajetória de queda, a Selic tende a reforçar os efeitos das recentes mudanças nas regras do crédito imobiliário. Segundo o ministro Jader Filho, essas alterações podem ampliar de forma significativa o financiamento habitacional no país.
As medidas, conduzidas pelo Banco Central (BC), envolveram a liberação de recursos dos compulsórios bancários e a criação de incentivos para que os bancos direcionem esses valores ao crédito imobiliário. Atualmente, os empréstimos para esse segmento correspondem a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) e, na avaliação do ministro, esse percentual pode alcançar 20% ao longo dos próximos 20 anos.